30/12/2008

TAIJIQUAN _ Chen Taijiquan _ Pengjin

.
.

Mestre Chen Xiaowang...




TAIJIQUAN _ Chen Taijiquan




Tal como tenho explicado neste blogue, em páginas anteriores, a minha adesão e dedicação às práticas de Qigong e Taiji não têm enquadramento de certificação por meios institucionalizados ou normativamente reconhecidos. Apenas posso falar sobre a minha experiência própria na prática regular e ou diária, consoante os temas ou actividades abordados, o que não me confere rigor para além de capacidade de opinião. Contudo, estas actividades requerem controle, pelo menos no início, de quem se responsabilize pelas práticas de novos iniciados. O meu interesse levou-me a procurar leituras e pesquisas para maior informação e formação do que a que consegui obter no local de aprendizagem da execução de formas. E tal como referi anteriormente, uma dessas fontes tem sido a que fornece informação com capacidade de explicitação, tal como eu gostaria de ter encontrado e sido conformemente industriada...Claro que existem muitas ramificações de especializações, chamemos-lhes assim, eufemisticamente, e algumas delas _ e só algumas _ conseguem apresentar uma hierarquização das capacidades ou faseamento e progressão das habilidades conseguidas ou a obter, ao longo de uma aprendizagem sistematizada.Neste espaço, tenho a prerrogativa da escolha, dentro do horizonte possível de opções em aberto e em oferta, e ela continua a recair sobre Eduardo Molon, discípulo do Grão-Mestre Chen Xiaowang e com referências que podem ser facilmente encontradas aqui perto, on line... sendo esta possivelmente a última publicação sobre os ensinamentos dentro desta escola _ e seguindo as explicações deste orientador...



"PENGJIN _ segundo o Mestre Chen Xiaowang
_ repr.

Quando o qi pode retornar de todo o corpo para o dantian, então o qi pode fluir do dantian para todo o corpo. Isto é pengjin.


Esta frase do Grão-Mestre Chen Xiaowang é uma descrição profunda da própria força do taijiquan (taichichuan, tai chi chuan). Pengjin é muitas vezes traduzido como a “força de aparar”, no entanto esta é apenas uma tradução possível e revela apenas um significado restrito do termo. Pengjin, num sentido mais amplo, como o explicado pelo Grão-Mestre, refere-se ao modo como o corpo se estrutura e gera força relaxadamente, e como o qi passa a circular livremente de modo complementar a isto.
É crucial observar que o ensinamento começa referindo-se ao retorno do qi para o dantian. O retorno do qi só pode acontecer se o corpo for treinado para relaxar. Somente se o qi puder retornar, então poderá fluir do centro para todo o corpo. Aqui é importante frisar que a circulação do qi é uma função natural do corpo humano, não é preciso dirigí-la ou forçá-la _ o mero movimento correcto é suficiente. Pelo contrário: o que é necessário fazer é treinar o corpo para se mover de modo natural e relaxado, eliminando os bloqueios para o retorno do qi, e então este fluirá naturalmente.
Este ensinamento do Grão-Mestre Chen Xiaowang também ilustra o facto de que a grande maioria dos erros do principiante na arte são de excesso e não de deficiência _ em geral o erro está em exercer excesso de força, e este é um dos motivos por que as instruções fundamentais são no sentido de relaxar. Ao relaxar uma musculatura que está a exercer um excesso de força obtêm-se dois efeitos: primeiro desbloqueia-se a musculatura em questão, e segundo a musculatura antagonista começa a exercer força relaxada e naturalmente. Estes dois efeitos juntos fazem com que a articulação envolvida volte à posição fisiológica permitindo o fluxo livre do qi.
Ou seja: ao contrário do que o principiante imagina, não se treina para enviar o qi para a palma. Treina-se para permitir o retorno desimpedido do qi (através do relaxamento). A ida do qi para a palma (ou qualquer outra parte) acontece naturalmente com a postura correcta e o movimento correcto. " E. M.
.
.
.

...e o seu filho.



27/12/2008

TAIJI E PROFICIÊNCIA V _ Os Cinco Níveis De Habilidade No Taijiquan _ Parte V

.
.
.
.






TAIJI e PROFICIÊNCIA V



OS CINCO NÍVEIS DE HABILIDADE NO

TAIJIQUAN _ PARTE V
(repr.)



Tal como tenho explicado neste blogue, em páginas anteriores, a minha adesão e dedicação às práticas de Qigong e Taiji não têm enquadramento de certificação por meios institucionalizados ou normativamente reconhecidos. Apenas posso falar sobre a minha experiência própria na prática regular e ou diária, consoante os temas ou actividades abordados, o que não me confere rigor para além de capacidade de opinião. Contudo, estas actividades requerem controle, pelo menos no início, de quem se responsabilize pelas práticas de novos iniciados. O meu interesse levou-me a procurar leituras e pesquisas para maior informação e formação do que a que consegui obter no local de aprendizagem da execução de formas. E tal como referi anteriormente, uma dessas fontes tem sido a que fornece informação com capacidade de explicitação, tal como eu gostaria de ter encontrado e sido conformemente industriada...
Claro que existem muitas ramificações de especializações, chamemos-lhes assim, eufemisticamente, e algumas delas _ e só algumas _ conseguem apresentar uma hierarquização das capacidades ou faseamento e progressão das habilidades conseguidas ou a obter, ao longo de uma aprendizagem sistematizada.
Neste espaço, tenho a prerrogativa da escolha, dentro do horizonte possível de opções em aberto e em oferta, e ela continua a recair sobre Eduardo Molon, discípulo do Grão-Mestre Chen Xiaowang e com referências que podem ser facilmente encontradas aqui perto, on line.








"O quinto nível de gongfu (kung fu)



O quinto nível de gongfu (kung fu) é o estádio em que se muda de "comandar círculos pequenos" para "comandar círculos invisíveis", i.e., de dominar magistralmente a forma para executar a forma de modo invisível. De acordo com os clássicos do taijiquan (taichichuan, tai chi chuan), “com o fluxo contínuo e suave do qi, com o qi cósmico movendo o qi interno e natural da pessoa, mudando de uma forma fixa para a invisibilidade, a pessoa compreende como a natureza é maravilhosa”.

No quinto nível, as acções devem ser flexíveis e suaves, e deve haver jin interno suficiente. Contudo, ainda é necessário esforçar-se pelo melhor. É necessário trabalhar duramente todos os dias até que o corpo seja muito flexível e possa adaptar-se a mudanças multi-facetadas. Deve haver trocas internamente alternando entre o substancial e o insubstancial, mas estas devem ser invisíveis externamente. Somente então o quinto nível de gongfu (kung fu) terá sido atingido.

No que toca a habilidade marcial, neste nível o duro deve complementar o macio, a forma deve ser relaxada, dinâmica, ágil e viva. Todo movimento e todo instante estático está em acordo com o princípio do taiji, assim como os movimentos do corpo todo. Isto quer dizer que todas as partes do corpo devem ser muito sensíveis e reagir rapidamente quando a necessidade surge. Isto deve ser tão verdadeiro que qualquer parte do corpo pode agir como um punho para atacar a qualquer momento em que esteja em contacto com o corpo do adversário. Também deve haver troca constante entre expressar e conservar a força, e a postura deve ser firme como se estivesse apoiada por todos os lados.

Desta forma a descrição deste nível de gongfu (kung fu) é de que “somente quem pratica com 50% yin e 50% yang, sem nenhuma tendência ao yin ou ao yang, é chamado um bom mestre. Um bom mestre faz todo movimento de acordo com os princípios do taiji, que exigem que todo movimento seja invisível”.

Depois de completar o quinto nível de gongfu (kung fu) uma relação forte foi estabelecida entre a coordenação da mente, a contracção e o relaxamento dos músculos, os movimentos dos músculos e o funcionamento dos órgãos internos. Mesmo quando enfrentando um ataque repentino esta coordenação não será afectada, pois deve ser-se flexível para mudar. Mesmo então, deve continuar-se a buscar o aperfeiçoamento de modo a atingir maiores realizações." E. M.










TAIJI E PROFICIÊNCIA IV _ Os Cinco Níveis De Habilidade No Taijiquan

.
.
.
.






TAIJI e PROFICIÊNCIA IV


OS CINCO NÍVEIS DE HABILIDADE NO

TAIJIQUAN _ PARTE IV
(repr.)



Tal como tenho explicado neste blogue, em páginas anteriores, a minha adesão e dedicação às práticas de Qigong e Taiji não têm enquadramento de certificação por meios institucionalizados ou normativamente reconhecidos. Apenas posso falar sobre a minha experiência própria na prática regular e ou diária, consoante os temas ou actividades abordados, o que não me confere rigor para além de capacidade de opinião. Contudo, estas actividades requerem controle, pelo menos no início, de quem se responsabilize pelas práticas de novos iniciados. O meu interesse levou-me a procurar leituras e pesquisas para maior informação e formação do que a que consegui obter no local de aprendizagem da execução de formas. E tal como referi anteriormente, uma dessas fontes tem sido a que fornece informação com capacidade de explicitação, tal como eu gostaria de ter encontrado e sido conformemente industriada...

Claro que existem muitas ramificações de especializações, chamemos-lhes assim, eufemisticamente, e algumas delas _ e só algumas _ conseguem apresentar uma hierarquização das capacidades ou faseamento e progressão das habilidades conseguidas ou a obter, ao longo de uma aprendizagem sistematizada.

Neste espaço, tenho a prerrogativa da escolha, dentro do horizonte possível de opções em aberto e em oferta, e ela continua a recair sobre Eduardo Molon, discípulo do Grão-Mestre Chen Xiaowang e com referências que podem ser facilmente encontradas aqui perto, on line.




"O quarto nível de gongfu (kung fu)


Progredir do estádio com círculos médios para aquele com círculos pequenos é exigido pelo quarto nível de gongfu (kung fu). Este é um estádio próximo do sucesso e portanto de alto nível de gongfu (kung fu). Deve-se ter dominado o método eficaz de treino, ser capaz de compreender os pontos importantes de cada movimento e a habilidade marcial (de combate) implícita em cada um destes, ter um fluxo suave da energia interna (qi) e a coordenação das acções com a respiração. No entanto, durante a prática, cada passo e cada movimento das mãos deve ser executado tendo um oponente em mente, quer dizer, deve-se supor que se está cercado de inimigos. Em cada postura e cada forma todas as partes do corpo devem mover-se de maneira conectada e contínua de modo que todo o corpo se mova em uníssono. “Os movimentos da parte superior do corpo e da parte inferior do corpo são relacionados e deve haver um fluxo contínuo de qi estando o controle na cintura” [N. do T.: cintura neste contexto significa centro do corpo]. Desta maneira quando praticando a forma deve-se fazê-lo “como se houvesse um oponente embora não haja ninguém por perto”, e quando combatendo deve-se ter bravura ao mesmo tempo que ser cauteloso, comportando-se “como se não houvesse ninguém por perto embora haja alguém ali”.







O conteúdo do treino (formas e armas) é similar àquele do terceiro nível de gongfu (kung fu). Com perseverança, normalmente o quinto nível pode ser alcançado em mais três anos. Em termos de habilidade marcial o quarto nível difere muito do terceiro nível de gongfu (kung fu).

O objectivo do terceiro nível é dissolver a força do adversário e livrar-se dos conflitos nas próprias acções. Isto almeja habilitar o praticante a ter o papel activo enquanto força o oponente a ser passivo.

O quarto nível por outro lado habilita o praticante a dissolver tanto quanto a expressar força. Isto deve-se a que no quarto nível o praticante tem jin interno suficiente, mudanças flexíveis no yi e no qi e um sistema consolidado de movimentos corporais. Desta forma, durante o tuishou, um ataque do oponente não significa uma grande ameaça. Ao contacto com o oponente, o praticante pode mudar imediatamente sua própria acção e assim dissolver a força que vem dão seu encontro com facilidade, exibindo as características específicas de acompanhar os movimentos do oponente ainda que modificando suas próprias acções a todo o tempo, para contrapor-se às acções do oponente, exercendo a força exacta, ajustando-se internamente, prevendo as intenções do oponente, subjugando as próprias acções, expressando a força com precisão e acertando o alvo com precisão.

Assim, uma pessoa que atinge este nível de gongfu (kung fu) pode ser descrita como “40% yin, 60% yang, similar a um bom praticante”.